COMPORTAMENTO

Quem nunca se sentiu só?

Às vezes a gente cava a nossa própria solidão.

É como se a vida lá fora fosse a superfície e nós estivéssemos indo em direção há um buraco. No início parece algo bom, estamos em pleno sossego, num espaço só nosso. Mas com o tempo, vai ficando cada vez mais difícil não vermos o movimento e não ter alguém que nos acompanhe nisso. Vai fazendo falta, afinal, já sabemos como tudo é lá na superfície.

Mas já não sabemos como voltar. É aí que dói. A solidão dói em um momento ou noutro. Ela é boa quando opcional e não frequente. E sabe qual o pior? Quando sabemos que nós é que ocasionamos toda a situação em que nos encontramos, geralmente, de uma única forma: deixando para depois. As mensagens a serem respondidas, os encontros, as alegrias. Sempre parece que é só mais uma vez, né? É só mais um “não, deixa para a próxima.”.

E assim vamos deixando a vida passar, com pouco esforço para manter as nossas relações, independente do tipo em que se encaixam. Só depois percebemos o quão importante elas são para nos fortalecer. Quando vemos, já fomos esquecidos. Pelos outros e por nós mesmos. Esquecemos de como éramos e da forma como agimos que tornava tudo tão mais fácil. Ou será que só aparentava ser mais fácil por já estarmos inseridos? Não sei.

Mas a gente vai ficando ali, buscando alguma forma de voltar para a superfície. Esperando que alguém nos encontre. Alguém que mora lá fora ou o alguém que mora dentro da gente.

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