COMPORTAMENTO, PESSOAL

Bate-papo sobre autoconhecimento e amor próprio

É fato que só aprendemos a nos amar quando nos conhecemos. Mas é possível que, mesmo nos conhecendo, não consigamos nos ver com bons olhos.

Lembro-me do quanto isso tudo já me afetou por muito tempo, na verdade, desde que entrei na adolescência. Me sentia muito magra, enxergava o meu nariz maior do que ele realmente é e lidava com uma grave acne. Pior do que me ver com tanto desprezo, era me comparar com outras meninas como se elas fossem perfeitas. Foi assim que eu fui me autodestruindo, me julgando cada vez mais e me inferiorizando em relação as outras. Até que fui tratando, cuidadosamente, todo o ferindo que eu, junto à mídia, tinha causado no meu interior.

2016 foi um ano marcante para mim. Foi quando decidi que iria me autoconhecer, parecia uma decisão simples, mas ela mudou toda a minha vida. Antes disso, me decepcionei com um menino que me desdenhou. Naquele momento, até cheguei a acreditar que o que ele estava certo no que disse sobre mim, depois, quis agradecer a ele por ter me motivo a me tornar quem eu sou.

Percebi que quando você não se conhece, você permite que as pessoas digam quem é você e eu não podia mais deixar que isso acontecesse. Passei um tempo comigo mesma e descobri um montão de coisas sobre mim. Foi maravilhoso. Basicamente, a maior parte das coisas que me autodetermino hoje foram descobertas naquele ano.

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Escuto algumas pessoas me disserem que transmito autoconfiança e que dá para ver claramente o meu amor próprio, mas não foi sempre assim. Foi escolha. Foi processo. Na verdade, se autoconhecer é um processo que nunca tem fim, mas é só depois de ter dado início a ele que é possível aprender a se amar. É claro que não estou  totalmente livre de passar por crises atualmente ou de me sentir mal comigo mesma em alguns dias, a diferença é que agora não é algo constante. Hoje eu consigo enxergar muito além do que eu vejo na frente do espelho.

PESSOAL

Eu…

sorrio para estranhos. Ensaio cenas em frente ao espelho muito improváveis de acontecer. Não gosto de ouvir música no fone, prefiro quando ela ecoa pelo ambiente. Adoro dias chuvosos. Escrever menos de duas linhas é um desafio para mim. Sou apaixonada por flores, de todas as formas e cores. Gosto de conhecer as pessoas e tudo o que carregam por dentro. Falo sem parar e sobre tudo, comento sobre o tempo e logo já estou criando uma reflexão mirabolante. Amarelo é a minha cor preferida por expressar tanta alegria. Para mim, não há traje melhor do que aquele bom e velho pijama. Quando vou sair, calço todos os sapatos só para confirmar que é o preto de sempre que eu vou usar. Ah, descobri recentemente que gosto de fotografar, também. Gosto de encorajar as pessoas a fazerem coisas que nem eu mesma faria. Sonho alto, mas mantenho os pés no chão quando necessário. Tenho crises de ansiedade, choro facilmente e estou longe de alcançar o equilíbrio, já que tudo por aqui é demais, é exagerado, inclusive quando se trata de sentimentos. Uso umas roupas fora de moda e sou louca por meias fofinhas (com desenhos ou peludinhas). Coleciono CDs, canecas e chaveiros. Adoro cartas, cafés, fins de tarde. Livros, histórias, lembranças.

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O mais engraçado é perceber que apesar de muita coisa por aqui ter mudado, quando olho para toda a descrição que fiz sobre mim, lembro-me de já ter escrito essas palavras um dia. É claro que acrescentei algumas coisas que fui descobrindo no meu processo de autoconhecimento, mas é incrível observar como eu ainda sou tão… eu. E ao mesmo tempo que sei muito sobre mim, entendo que ainda sei muito pouco. Mas de uma coisa eu tenho certeza: ninguém no mundo me conhece melhor do que eu mesma.

PESSOAL

A alegria está em todas as coisas

Uma frase.
Nem todos os dias são bons, mas há algo bom em cada dia.

Como tenho compartilhado no último post, os últimos dias não têm sido fáceis, mas apesar disso, encontrei a alegria em cada um deles, em pequenas coisas, pouco a pouco. É um exercício espontâneo.

A alegria é algo tão leve e sereno que nem cabe a mim complexá-la. Perdemos tanto tempo procurando por ela, quando na verdade ela já está aqui, ali, em todos os lugares. Nos olhos, no coração. Num sorriso ao ver paisagens bonitas. Numa dança em frente ao espelho. Num gole de café quente. No afeto. No compartilhar a vida com pessoas amadas.

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A cidade onde eu moro é cheia de prédios, mas às vezes a gente encontra umas árvores e flores pelo caminho. Gosto disso. Ter saído por aí e me deparado com algumas paisagens como essa, me fez bem, me deixou alegre. Acho que quebrou um pouco desse mundo todo moldado.

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Essa daí sou eu, de cabelo armado e meia calça branca, mas com uma alegria sincera estampada no rosto por ter conseguido tirar fotos boas. Resolvi colocar essas fotos sem filtro, sem qualquer edição, para serem ainda mais reais e mostrarem também sentimentos reais.

Gostaria de encerrar esse post com uma música composta pelo Vinicius de Moraes que se encaixa em tudo o que eu disse aqui:

“É melhor ser alegre que ser triste
A alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração”

 

PESSOAL

Às vezes é preciso dar um tempo

Hoje pela manhã senti que precisava escrever, mas não sabia exatamente qual seria o foco do meu texto. Fiquei pensando em mil formas de começar esse post sem que limitasse tudo o que eu queria dizer. Bom, nem eu mesma sei o que quero dizer, quero apenas abrir o meu coração e deixar que os meus sentimentos se espalhem por essas linhas.

Esse final de semana resolvi sair de casa, respirar ar fresco, rir um pouco. Foi necessário para me trazer o prazer de viver novamente. Entre dezenas de bancos espalhados pela praia, em um deles, estava eu, tentando me recuperar das crises que ansiedade que tive nos últimos dias. Senti que estava sendo restaurada novamente ao me deparar com tudo o que estava a minha frente. Que imensidão, lá fora e aqui dentro.

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Essa foi uma das cenas que pude presenciar. Queria que as câmeras fossem capazes de capturar a beleza real da lua e de toda a imensidão do céu, mas ainda sim, quando olho para esse pontinho branco, admiro ao sentir exatamente a mesma coisa que no momento da foto.

Cheguei a conclusão de que às vezes é preciso dar um tempo, ficar só, para tentar entender tudo o que se passa dentro da gente. Ninguém precisa estar bem o tempo todo e muito menos fingir que está. Se as crises vierem novamente, direi que já sei onde encontrar a calmaria que preciso.

DICAS

Dicas para garimpar em brechós

O post de hoje é sobre algumas dicas que considero essenciais para quem garimpa ou quer começar a garimpar nos brechós. Separei cada uma delas a partir das minhas experiências nessa vida que ando há algum tempo como dona de um. Espero poder ajudar de alguma maneira.

1. Vá com tempo e paciência
Não dá para encontrar peças legais e raríssimas vasculhando tudo por cima por estar com pressa. Antes de ir, tenha em mente que você levará um tempo até encontrar o que deseja.

2. Vá de mente aberta
Além do tempo e da paciência, é preciso estar de mente aberta para tudo o que você verá. Sim, você vai encontrar muita tranqueira, mas é nessas que você pode encontrar algo que curte também. Se eu mostrar para vocês o brechó aqui do bairro que eu garimpo, juro que vocês ficariam chocadas como eu posso achar coisas tão legais, mas tudo se resume basicamente na junção da primeira e da segunda dica: tempo + paciência + mente aberta.

3. Analise uma peça por uma
Viu algo que te chamou a atenção? Chegou a hora de analisar. Veja se a peça está em bom estado, se precisa de reparos e, se sim, se você mesma pode fazer ou terá que levar à costureira. Tudo bem, você está comprando em um brechó, também não dá para ser muito exigente, mas se o reparo for mais caro que o próprio valor da peça, talvez não compense tanto assim.

4. Qual a sua intenção com a peça?
Se a peça for para o seu uso pessoal, tudo bem pagar um pouquinho mais caro, mas caso seja para revender, é preciso avaliar. Se você tiver que revender por um preço muito caro para compensar o custo, pode ser que essa peça fique encalhada com você.

Dica extra:
Sabe customizar peças? Se sim, ótimo, você pode investir em peças básicas e dar o seu toque especial. Caso não saiba, têm muuitos tutoriais legais na internet para você aprender.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Esse vestidinho jeans da foto eu comprei nesse brechó que falei para vocês. Vi muito potencial nele e imaginei que com patches ficaria ainda mais lindo.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Os patches você pode encontrar em lojas de aviamentos, mas talvez não saia tão em conta quanto comprar pela internet.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Os dois patches que usei custaram em torno de R$3,00 e vieram separados, não em cartela, mas os preços variam de acordo com o tamanho e com os detalhes.

É claro que foi uma customização simples, mas às vezes menos é mais.


Para quem não descobriu ainda esse universo maravilhoso do consumo consciente, tem um moonte de posts legais aqui no blog que falam sobre isso.

Aliás, quem aí já conhece o meu brechó online? É só clicar aqui!

Um beijo e até a próxima!