COMPORTAMENTO

Metades de laranjas existem sim

Antes de torcer o nariz ao ver o título do texto, continue lendo até o final.

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Houve uma época que diziam que éramos metades de uma laranja buscando pela parte que nos faltava. Com o tempo, fomos mudando esse conceito e nos denominando como laranjas inteiras e claro, muito além dessa analogia, confirmando sermos seres completos.

De vez em quando me vem uns pensamentos completamente aleatórios para o momento, assim como veio esse: “metades de laranjas existem sim”. Comecei a refletir sobre isso e acho que voltei à ideia inicial. Somos laranjas inteiras ou meias dependendo do ponto de vista. Pode ser que você discorde de mim e tudo bem se pensar diferente, mas pressuponho que sim, somos incompletos e buscamos seres que preencham essa parte que falta (ou aprendemos a conviver sem ela e sem sentir necessidade de encontrá-la). Veja bem, não estou relacionando à felicidade e dizendo que somente com a metade da sua laranja que você será feliz, até porque penso que ela deve ser plena e genuína por si só, mas estou afirmando na questão de ser, de personalidade.

Descobri isso depois de ter um relacionamento sólido há algum tempo. Nós dois juntos alcançamos um equilíbrio que sozinha eu nunca consegui. Não tem como eu ter todos os elementos necessários na minha personalidade para atingir esse tal equilíbrio. É como se os dois chegassem ao estado ideal. Como se completassem uma laranja que, nesse caso, é o equilíbrio.

O Lu sempre foi sonhador demais, já eu trago a realidade de perto para ele. Eu sou quase sempre pessimista, enquanto ele distribui otimismo por aí. É assim em tudo. Somos inversos que formam um ideal. Éramos duas metades, isoladas em balanças que só pesavam para um lado. Quando decidimos nos unir, nos posicionamos um em cada ponta dessa balança. No meio está o nosso amor e, enquanto equilibramos ele com as nossas partes, estamos sendo também equilibrados.

Acredite, essa analogia é bem mais complexa do que parece ser. Talvez você não encontre a metade da sua laranja e se interesse pela metade de um limão. Tudo bem, também dá para fazer um bom suco.

 

 

COMPORTAMENTO

Meio ano

Início da semana. Meio ano.

Acredito que é sempre nessas paradas que o ano tem, como o início, o meio e o fim, que grande parte das pessoas ficam reflexivas. Eu sou uma delas. No início, porque é quando planejamos tudo o que queremos conquistar naquele ano e/ou começamos algo novo. Aí no meio do ano é quando costumamos reavaliar a vida e vemos que de repente… tudo está fora dos trilhos. Tentamos então, a partir disso, recuperarmos o tempo que passou, não é assim? E no fim, é quando nos lamentamos por não termos feito metade das coisas que gostaríamos.

É, se eu olhar para o que escrevi na minha lista de 2018, muitas coisas que já eram para terem sido concretizadas, não estão nem perto. Mas ainda tem tempo. Sempre tem tempo. Digo isso para mim mesma e para você.

Parei de querer antecipar as coisas e desejar que elas aconteçam para ontem, sabe o por quê? Porque descobri que elas têm o seu tempo, o seu próprio tempo. Pode ser que algumas delas aconteçam mês que vem, ou quem sabe, ano que vem. E está tudo bem.

Não farei um discurso aqui de que a lei da atração e do pensamento positivo é forte o suficiente para fazer as coisas acontecerem sozinhas, obviamente tudo é preciso que haja o nosso esforço, mas nem tudo depende só dele. Observei isso diariamente, nesse meio ano, o quanto que tenho dado o meu sangue para conseguir algumas coisas e como tenho sentido que tenho falhado na missão. Aí vem aquele alguém que sempre salva tudo, me lembrar de que estar fazendo a minha parte é o que importa (obrigada, Lu).

Tem um ano todo para percorrer, uma centena de oportunidades novas para surgir, tudo bem se muitas coisas já deram errado. Mas eu gostaria de te perguntar: para onde você está indo? 

Andar sem propósito é como andar sem destino. E quando a gente anda sem destino, qualquer lugar que essa estrada nos levar, não podemos reclamar, já que não dirigimos o volante da nossa vida e nem sequer ligamos o GPS.

Meio ano se passou.
Aonde você quer chegar até o final?

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PESSOAL

Eu…

sorrio para estranhos. Ensaio cenas em frente ao espelho muito improváveis de acontecer. Não gosto de ouvir música no fone, prefiro quando ela ecoa pelo ambiente. Adoro dias chuvosos. Escrever menos de duas linhas é um desafio para mim. Sou apaixonada por flores, de todas as formas e cores. Gosto de conhecer as pessoas e tudo o que carregam por dentro. Falo sem parar e sobre tudo, comento sobre o tempo e logo já estou criando uma reflexão mirabolante. Amarelo é a minha cor preferida por expressar tanta alegria. Para mim, não há traje melhor do que aquele bom e velho pijama. Quando vou sair, calço todos os sapatos só para confirmar que é o preto de sempre que eu vou usar. Ah, descobri recentemente que gosto de fotografar, também. Gosto de encorajar as pessoas a fazerem coisas que nem eu mesma faria. Sonho alto, mas mantenho os pés no chão quando necessário. Tenho crises de ansiedade, choro facilmente e estou longe de alcançar o equilíbrio, já que tudo por aqui é demais, é exagerado, inclusive quando se trata de sentimentos. Uso umas roupas fora de moda e sou louca por meias fofinhas (com desenhos ou peludinhas). Coleciono CDs, canecas e chaveiros. Adoro cartas, cafés, fins de tarde. Livros, histórias, lembranças.

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O mais engraçado é perceber que apesar de muita coisa por aqui ter mudado, quando olho para toda a descrição que fiz sobre mim, lembro-me de já ter escrito essas palavras um dia. É claro que acrescentei algumas coisas que fui descobrindo no meu processo de autoconhecimento, mas é incrível observar como eu ainda sou tão… eu. E ao mesmo tempo que sei muito sobre mim, entendo que ainda sei muito pouco. Mas de uma coisa eu tenho certeza: ninguém no mundo me conhece melhor do que eu mesma.

PESSOAL

A alegria está em todas as coisas

Uma frase.
Nem todos os dias são bons, mas há algo bom em cada dia.

Como tenho compartilhado no último post, os últimos dias não têm sido fáceis, mas apesar disso, encontrei a alegria em cada um deles, em pequenas coisas, pouco a pouco. É um exercício espontâneo.

A alegria é algo tão leve e sereno que nem cabe a mim complexá-la. Perdemos tanto tempo procurando por ela, quando na verdade ela já está aqui, ali, em todos os lugares. Nos olhos, no coração. Num sorriso ao ver paisagens bonitas. Numa dança em frente ao espelho. Num gole de café quente. No afeto. No compartilhar a vida com pessoas amadas.

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A cidade onde eu moro é cheia de prédios, mas às vezes a gente encontra umas árvores e flores pelo caminho. Gosto disso. Ter saído por aí e me deparado com algumas paisagens como essa, me fez bem, me deixou alegre. Acho que quebrou um pouco desse mundo todo moldado.

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Essa daí sou eu, de cabelo armado e meia calça branca, mas com uma alegria sincera estampada no rosto por ter conseguido tirar fotos boas. Resolvi colocar essas fotos sem filtro, sem qualquer edição, para serem ainda mais reais e mostrarem também sentimentos reais.

Gostaria de encerrar esse post com uma música composta pelo Vinicius de Moraes que se encaixa em tudo o que eu disse aqui:

“É melhor ser alegre que ser triste
A alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração”

 

PESSOAL

Às vezes é preciso dar um tempo

Hoje pela manhã senti que precisava escrever, mas não sabia exatamente qual seria o foco do meu texto. Fiquei pensando em mil formas de começar esse post sem que limitasse tudo o que eu queria dizer. Bom, nem eu mesma sei o que quero dizer, quero apenas abrir o meu coração e deixar que os meus sentimentos se espalhem por essas linhas.

Esse final de semana resolvi sair de casa, respirar ar fresco, rir um pouco. Foi necessário para me trazer o prazer de viver novamente. Entre dezenas de bancos espalhados pela praia, em um deles, estava eu, tentando me recuperar das crises que ansiedade que tive nos últimos dias. Senti que estava sendo restaurada novamente ao me deparar com tudo o que estava a minha frente. Que imensidão, lá fora e aqui dentro.

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Essa foi uma das cenas que pude presenciar. Queria que as câmeras fossem capazes de capturar a beleza real da lua e de toda a imensidão do céu, mas ainda sim, quando olho para esse pontinho branco, admiro ao sentir exatamente a mesma coisa que no momento da foto.

Cheguei a conclusão de que às vezes é preciso dar um tempo, ficar só, para tentar entender tudo o que se passa dentro da gente. Ninguém precisa estar bem o tempo todo e muito menos fingir que está. Se as crises vierem novamente, direi que já sei onde encontrar a calmaria que preciso.

DICAS

Dicas para garimpar em brechós

O post de hoje é sobre algumas dicas que considero essenciais para quem garimpa ou quer começar a garimpar nos brechós. Separei cada uma delas a partir das minhas experiências nessa vida que ando há algum tempo como dona de um. Espero poder ajudar de alguma maneira.

1. Vá com tempo e paciência
Não dá para encontrar peças legais e raríssimas vasculhando tudo por cima por estar com pressa. Antes de ir, tenha em mente que você levará um tempo até encontrar o que deseja.

2. Vá de mente aberta
Além do tempo e da paciência, é preciso estar de mente aberta para tudo o que você verá. Sim, você vai encontrar muita tranqueira, mas é nessas que você pode encontrar algo que curte também. Se eu mostrar para vocês o brechó aqui do bairro que eu garimpo, juro que vocês ficariam chocadas como eu posso achar coisas tão legais, mas tudo se resume basicamente na junção da primeira e da segunda dica: tempo + paciência + mente aberta.

3. Analise uma peça por uma
Viu algo que te chamou a atenção? Chegou a hora de analisar. Veja se a peça está em bom estado, se precisa de reparos e, se sim, se você mesma pode fazer ou terá que levar à costureira. Tudo bem, você está comprando em um brechó, também não dá para ser muito exigente, mas se o reparo for mais caro que o próprio valor da peça, talvez não compense tanto assim.

4. Qual a sua intenção com a peça?
Se a peça for para o seu uso pessoal, tudo bem pagar um pouquinho mais caro, mas caso seja para revender, é preciso avaliar. Se você tiver que revender por um preço muito caro para compensar o custo, pode ser que essa peça fique encalhada com você.

Dica extra:
Sabe customizar peças? Se sim, ótimo, você pode investir em peças básicas e dar o seu toque especial. Caso não saiba, têm muuitos tutoriais legais na internet para você aprender.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Esse vestidinho jeans da foto eu comprei nesse brechó que falei para vocês. Vi muito potencial nele e imaginei que com patches ficaria ainda mais lindo.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Os patches você pode encontrar em lojas de aviamentos, mas talvez não saia tão em conta quanto comprar pela internet.

Foto por: Thatiane Caroline
Foto por: Thatiane Caroline

Os dois patches que usei custaram em torno de R$3,00 e vieram separados, não em cartela, mas os preços variam de acordo com o tamanho e com os detalhes.

É claro que foi uma customização simples, mas às vezes menos é mais.


Para quem não descobriu ainda esse universo maravilhoso do consumo consciente, tem um moonte de posts legais aqui no blog que falam sobre isso.

Aliás, quem aí já conhece o meu brechó online? É só clicar aqui!

Um beijo e até a próxima!

COMPORTAMENTO

Sempre é tempo de recomeçar

Já sentiu como se tudo ao seu redor tivesse perdido o sentido? Bom, eu já, algumas vezes. Era como se eu não me encaixasse mais nos planos que eu mesma tinha escolhido para mim. Percebi então, ao conversar com outras pessoas, que por mais que o desejo do nosso coração seja de buscar algo novo, o medo pode acabar nos impedindo.

Sair da nossa zona de conforto é uma atitude trabalhosa e que requer coragem, já que é mais fácil nos prender ao que já temos, ainda que numa condição ruim, do que começar algo do zero. Em determinados momentos, estamos a um passo de se entregar a algo novo, mas acabamos nos prendendo àquilo que não nos serve mais. É verdade que ficar na nossa bolha nos poupa de muitas frustrações, mas ao mesmo tempo, estamos perdendo oportunidades que não esperarão por nós.

Hoje eu compreendo que está tudo bem os nossos sonhos mudarem e que isso acontece devido ao nosso crescimento pessoal. Não há problema nenhum que queiramos traçar uma nova direção, não é porque as coisas fugiram dos planos que elas fracassaram.

A questão que determina tudo é o quanto nos permitimos. Os recomeços podem nos surpreender se estivermos abertos às novidades. É libertadora a sensação de abandonarmos quem já fomos um dia para recriarmos uma nova versão de nós mesmos. É como se estivéssemos nos dando uma nova chance de sermos felizes.

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